Financiamento de curso de Homeopatia pela SES-MG

Autor: Alex Rodrigues

Fontes: O Lado Oculto da Lua e Bule Voador

Uma coisa que os defensores da homeopatia insistem em ignorar é que essa prática, pelo menos no que se refere ao uso de substâncias ultra-mega-hiper-diluídas, não é capaz de passar em testes científicos rigorosos. Aqui mesmo neste blog foram publicados diversos textos embasando a ineficácia da homeopatia.

Todavia, infelizmente, não são apenas os praticantes da homeopatia que se negam a aceitar as evidências. Conselhos de classe são igualmente surdos para isso (em especial os de medicina, medicina veterinária, farmácia e odontologia). Gestores do Sistema Único de Saúde também se negam a aceitar as evidências científicas, haja vista a publicação, em 2006, de uma portaria do Ministério da Saúde que regulamenta essa prática (dentre outras) no SUS. E agora acabo de ver uma publicação no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais que parte da mesma ignorância científica (Deliberação CIB-SUS/MG nº 1.113/2012).

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Teste científico para homeopatia em plantas

Autor: Rubens Pazza

Fonte: DNA Cético

Ao invés de criticar a homeopatia e questionar a falta de memória da água, o número de Avogadro, a questão de tratar os sintomas e não a causa da doença e a física quântica (ou seja, problemas de química, física, biologia e filosofia), vou fazer outra coisa. Vou propor um modelo de teste para experimentos de homeopatia na agricultura. Continue Reading →

Dois textos do blog “DNA Cético” sobre a homeopatia na SciAm Brasil

Autor: Rubens Pazza

Fonte: DNA Cético

Texto 1: O dia em que a Scientific American Brasil falou bem de uma pseudociência

O dia em que a Scientific American Brasil falou bem de uma pseudociência

A publicação de um texto de apologia à homeopatia na revista de divulgação científica Scientific American Brasil causou furor de muitos leitores e demais envolvidos direta ou indiretamente com a luta contra as pseudociências. O Editor, Ulisses Capozzoli reconheceu o erro, mas, e daí?

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Homeopatia, acupuntura, Torresmo e Pururuca

Autor: Carlos Orsi

Fonte: Carlos Orsi – Ciência, Cultura, Opinião

Os leitores daqui talvez já estejam familiarizados com a tempestade surgida em torno da publicação de nota, na edição mais recente da revista Scientific American Brasil, defendendo o uso da homeopatia como uma espécie de panaceia para os males ecológicos do planeta. A reação da comunidade brasileira de leitores levou a questão a fóruns internacionais de debate sobre ciência e pseudociência, a uma manifestação pública da editora da edição original da revista, desautorizando a publicação de textos pró-homeopáticos e, por fim, a um pedido de desculpas do editor-chefe da SciAm Brasil (que, no entanto, não menciona o puxão de orelha vindo da matriz).

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Homeopatia na SciAm Brasil

Fonte: NAQ – Never Asked Questions

A Scientific American Brasil, veículo da Duetto Editorial (sob licença da Scientific American Inc.), publicou um texto sobre homeopatia sob o título “Eficiência Questionada da Homeopatia“.

O texto no entanto não questiona a homeopatia, antes, a defende. Ou tenta defender. Ataca, com certa correção, o abuso de agrotóxicos nos sistemas de produção vegetal, mas em que isso mostra a eficácia da homeopatia no combate a pragas agrícolas é algo difícil de se atinar.

A passagem mais constrangedora é: “a homeopatia não se relaciona com a química, mas com a física quântica, pois trabalha com energia, não com elementos químicos que podem ser qualificados e quantificados.

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Dois textos do blog “O Telhado de Vidro” sobre a homeopatia na SciAm Brasil

Texto 1: SciAm Brasil: nem sequer errado

SciAm Brasil: nem sequer errado

Sorteie aleatoriamente um amigo ou parente e as chances são que essa pessoa confia na eficácia de tratamentos homeopáticos ou, no mínimo, “conhece alguém que se deu muito bem” com um tal tratamento. A homeopatia, como se sabe, foi criada em 1796 pelo alemão Samuel Hahnemann. A linha-mestra do novo tratamento era o lema similia similibus curantur, latim para “semelhante cura semelhante”. É o mesmo princípio das simpatias populares, que já existiam no século XVIII, mas com uma roupagem mais sofisticada. A ideia de Hahnemann era que doenças eram desequilíbrios da energia vital do indivíduo. Para curar o paciente, o equilíbrio do corpo tinha que ser reestabelecido através da aplicação de soluções muito diluídas de substâncias que, pensava-se, causavam sintomas parecidos com a doença.

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PseudoScientific American Brasil

Autor: Leandro R. Tessler

Fonte: Cultura Científica

O ano era 1845. A Mecânica Quântica ainda não tinha sido inventada, homeopatia era moda e a prática da acupuntura era restrita à China. Em Nova Iorque, o inventor Rufus Porter fundou a Scientific American, “a palavra da indústria e da empresa, e o jornal das melhorias mecânicas e outras”. De lá para cá a revista mudou de dono várias vezes, mas construiu, especialmente a partir de 1900, a reputação de traduzir para o público interessado os avanços da ciência e da tecnologia. E isso foi feito com extremo cuidado. A partir de 1948 os donos da revista decidiram que a maioria dos artigos deveria ser escrita pelas pessoas que fizeram o trabalho sobre o qual estão escrevendo, para que os artigos sobre novas descobertas aparecessem rapidamente, com maior exatidão e autoridade. Isso continua sendo feito até hoje. Ao longo de sua história, não menos que 140 ganhadores do prêmio Nobel escreveram para a revista, a maioria antes de receber o prêmio.
Eu aprendi muito sobre ciência assinando a Scientific American na minha adolescência. Para dizer a verdade, o nível dos artigos fora da minha área de interesse era alto demais e eu tinha dificuldade para entendê-los. Mesmo assim eu tinha certeza da qualidade e do rigor de tudo o que era (é ainda) publicado ali.
Hoje a Scientific American é publicada em 14 línguas e lida em 30 países. Em francês ela se chama Pour la Science. Em espanhol é Investigación y Ciencia. Aqui ela se chama Scientific American Brasil e é editada pela Duetto Editorial.
Recebi com muita surpresa os comentários dos leitores Décio Legno e Solvat na postagem anterior deste blog. Segundo eles na página 17 da edição nº 119 (ano 10) da versão impressa da Scientific American Brasil, num artigo na seção “Saude” intitulado “A Eficiência Questionada da Homeopatia”, de autoria de Nina Ximenes, havia a seguinte afirmação: “…a homeopatia não se relaciona com a química, mas com a física quântica, pois trabalha com energia, não com elementos químicos que podem ser qualificados e quantificados…“. Comentarei essa pérola mais adiante. Eu estava muito ocupado nesses dias e não consegui comprar a revista para conferir. Achei que devia ser algum engano. A Scientific American não publicaria uma bobagem desse tamanho, no Brasil ou em qualquer lugar.  Alguns dias depois o ótimo Never Asked Questions do impagável Roberto Takata (quem duvida leia um dos quase 65 mil tweets de sua lavra @rmtakata) apresentou uma resenha dos últimos fatos a respeito: Não somente o texto tinha sido publicado como causou furor no respeitadíssimo Science-Based Medicine e a editora chefe da Scientific American americana, Mariette DiChristina desautorizou publicamente o editor da Scientific American Brasil em seu Twitter.

Podia piorar: dia 30/3 o editor da Scientific American Brasil, Ulisses Capozzoli publicou um  texto no blog da revista chamado “Ciência e Falsa Ciência” no qual discute a recente decisão do Tribunal Federal da 1ª Região reservando aos médicos a prática da acupuntura no Brasil. No texto ele implicitamente afirma que a acupuntura tem efeitos terapêuticos. Os que como eu sempre afirmaram que espetar agulhas em pontos na pele ao longo de meridianos para corrigir o fluxo de Qi não tem base científica alguma são tratados como fundamentalistas limitados e limitantes. É como se a decisão do Tribunal mudasse a realidade e portanto estaríamos redondamente errados ao dizer que acupuntura não é ciência. Em todos os testes já feitos com algum rigor a acupuntura nunca apresentou resultado melhor que o placebo. Basta conferir na maior e mais reputada base de dados médicos do mundo, a Colaboração Cochrane. Ali há metaestudos sobre acupuntura aplicada a mais de 20 condições de saúde. O efeito em todas é comparável ao placebo. Portanto, nada impede que pessoas se submetam a tratamentos por acupuntura. No entanto, fico um pouco preocupado quando a reputação da Scientific American , construída rigorosamente ao longo de 165 anos, é usada para tratar como científicas práticas notadamente pseudocientíficas.
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Erro de Avaliação da Sciam Brasil na publicação da nota sobre homeopatia

Conforme noticiado em alguns blogs, por exemplo no O Lado Escuro da Lua, o Bule Voador e neste site do Desafio 10:23, uma nota sobre homeopatia publicada na edição impressa de abril de 2012 da Scientific American Brasil causou certa polêmica.

No dia 05/04, o editor-chefe, Ulisses Capozzoli, publicou no Blog da Sciam Brasil a nota de esclarecimento abaixo. A nota de esclarecimento foi comentada inclusive pela autora Harriet Hall do site Science-Based Medicine.

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Pajelança no consultório

Autor: Franklin Rumjanek

Fonte: Ciência Hoje

Publicado orifinalmente em 01/09/2006 | Atualizado em 24/09/2009

O que faz com que, hoje, um(a) médico(a) se especialize em homeopatia? O fato de negar a ciência? Já é antiga a polêmica sobre esse método não convencional de tratar as mais variadas patologias, que vão desde a asma até o câncer. Isso tudo baseado em premissas que contrariam todos os princípios estabelecidos pela ciência.

Resumidamente, a homeopatia, enunciada por Hipócrates há quase 2.500 anos e estruturada pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hanneman (1755-1843), tem como base a cura pela similitude. Isso significa tratar as doenças com substâncias que reproduzem em pessoas sadias sintomas semelhantes àqueles observados nos indivíduos doentes. Deve-se, por exemplo, tratar a dor de cabeça com algo que produza dor de cabeça.

Por si só, essa estratégia já atropela a lógica, mas a coisa não pára aí.

Leia no link a seguir a versão completa da matéria.: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2006/230/a-proposito-pajelanca-no-consultorio/

Scientific American Brasil declara homeopatia indispensável para o planeta e a saúde humana

Autor: Harriet Hall

Fonte: Science-Based Medicine

Obs: No link acima há a versão em inglês do artigo e a versão em português.

Recentemente recebi um email de um dos leitores do SBM no Brasil, Felipe Nogueira Barbara de Oliveira, um aluno de Doutorado em Ciências Médicas e que possui Mestrado em Ciência da Computação e está tentando promover pensamento crítico e medicina científica no seu país. Ele me enviou uma cópia em .jpg de uma pequena matéria publicada na edição de Abril de 2012 da Scientific American Brasil. Ele ficou horrorizado que isso apareceu sob a alcunha da Scientific American, e eu também. A matéria é a seguinte.

Aviso: isto é doloroso.

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