Homeopatia: O que é? Mentira! Crendice! Pseudociência!

Autor: Luis Anunciação

Fonte: Núcleo de Experimentos em Neurociências

Há algum tempo que me deparo com a seguinte colocação quando dou aulas, recebo aulas ou estou atendendo no consultório. “Ah, mas é só ir num homeopata que ele te cura” ou coisas piores, como, “Depois que eu me tratei com homeopatia a dor sumiu”. Frente a essas colocações, eu tento argumentar mostrando as claras e evidentes limitações da homeopatia. Coisa que não parece dar certo, pois, como crentes fanáticos, as pessoas simplesmente não aceitam mudar suas opiniões frente a uma evidência. Até aí, tudo normal. Sou Neuropsicólogo e conheço bem os eventos associados à dissonância cognitiva.

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A Diferença entre Hahnemann e Darwin

Autor: U. KUTSCHERA

Tradução: Gilson Cirino

Fonte: Céticos: Pseudociências, fraudes e divulgação da ciência

Uma reportagem especial publicada recentemente na Nature argumenta que o famoso Princípio de Similaridades de Hahnemann (“semelhante cura semelhante”), que é a base no tratamento de doenças com agentes extremamente diluídos, vigorosamente sacudidos (as chamadas “potências”), é uma pseudociência (Giles, 2007)). Embora essa conclusão seja verdadeira, temo que esse trabalho, que pode ser visto como uma seqüência de um excelente artigo de revisão sobre homeopatia e física publicado dez anos atrás na Skeptical Inquirer (Park, 1997), não irá convencer todos os leitores da natureza anti-científica dessa medicina alternativa. Entretanto, penso que os seguintes argumentos adicionais devem persuadir todas as pessoas de mente aberta de que a homeopatia é, na verdade, uma charlatanice do século dezoito.

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Manual do homeopata mirim

Autor: José Colucci Jr.

Fonte: Observatório da Imprensa

Observação do editor: Como podem ver pelas datas, o texto é bem antigo. Old but Gold.

Na matéria “O que é a homeopatia”, publicada na seção Ciência do caderno Estadinho (O Estado de S.Paulo, 24/11/01), você aprendeu como a homeopatia funciona e como são feitos os remédios homeopáticos. Com este artigo aqui no Observatorinho você irá, brincando, ampliar os conhecimentos adquiridos naquela leitura. Vamos brincar de homeopata. A diferença é que, ao contrário do Estadinho, eu acho que você já pode exercitar o pensamento crítico. Pensar é coisa que se aprende em criança, como se aprende a nadar e andar de bicicleta. Vamos à brincadeira.

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Homeopatetices, o conselho da farmacêutica, e a lista negra

Fonte: Crônica da Ciência

Observação do editor: Texto originalmente publicado para o Desafio 10:23 de 2011 em Portugal

No sábado, como planejado, fui fazer numero no protesto anti-homeopatia. Depois de muito ponderar e ler mais umas coisas, e não tendo encontrado nenhum artigo sobre resíduos tóxicos ou de fármacos em produtos homeopáticos, nem o que me lembrava de ter lido, considerei que o risco era baixo e participei do mesmo modo que os outros. Tomei uma dose cavalar daquilo, meia embalagem de uma vez, (já que partilhei o meu produto porque ainda custa 10:45), mas ainda cá estou. Às 10:23 como combinado. No resto do mundo seguiu-se a mesmo acontecimento.

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Protestar é legal, mas qual o embasamento recente?

Fonte: Science Blogs – RNAm

Autor: Gabriel Cunha

Observação: Texto publicado originalmente em 4 de fevereiro de 2011

Recebi comentários criticando a campanha do Desafio 10:23 – Homeopatia: é feita de nada como um protesto fraco e que não provará nada. Também chegaram críticas de que ao menos nós do RNAm, como profissionais da área científica, deveríamos pensar em um modo mais confiável de refutar o funcionamento da homeopatia.

Agradeço todas as sugestões, mas vou esclarecer alguns pontos relacionados à homeopatia e ao Desafio 10:23:

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Para uma ideia diluída, o remédio é conhecimento concentrado

Tradução adaptada do informe Sense About Homeopathy, por Gabriel Cunha

Fonte: Science Blogs – RNAm

A homeopatia se tornou uma grande indústria e é propagandeada como um tratamento seguro, natural e holístico para várias doenças como artrite, asma, depressão, diarréia, dores de cabeça, insônia etc.

Apesar disso, a evidência científica mostra que a homeopatia atua somente como um placebo (fármaco ou procedimento inerte que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente que está a ser tratado) e não há explicação dentro da ciência de como isso poderia ser diferente.

Princípios homeopáticos
A homeopatia é baseada em duas suposições: “semelhante cura semelhante” e “quanto menor a dose, mais potente é a cura”. Resumidamente, os homeopatas escolhem uma substância que causa os mesmos sintomas que a doença a ser tratada. Essa substância é então diluída e agitada repetidamente, o que supostamente reduz seu potencial prejudicial e a torna mais potente.

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Homeopatia em debate

Fonte: Trecho retirado do texto “Ciência Versus Alternativismo – As Fronteiras entre a Medicina Alternativa e a Tradicional”.

Fica evidente a falta de consenso entre médicos alternativos e tradicionais. Isaias Raw, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Fundação Butantan, faz questão de frisar que a homeopatia não tem comprovação científica e que sua ação não pode ser explicada a partir dos princípios da bioquímica. Por outro lado, Luiz Antônio Silva de Freitas, ex-presidente do Departamento de Homeopatia da Associação Paulista de Medicina, diz que a homeopatia é comprovada na prática, na cura de pacientes ao longo dos últimos 200 anos. A base da teoria homeopática é o princípio da semelhança. Para desenvolver um remédio homeopático para gastrite, por exemplo, são testadas substâncias em pessoas sadias até que uma delas provoque a irritação no estômago. Essa substância será então bastante diluída em água e álcool, até dar origem a um remédio que acirre os sintomas e faça o corpo combater o mal.

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